Escrito
por Truman Capote em 1958, Breakfast at Tiffany's (no Brasil adaptado para “Bonequinha
de Luxo”) é um clássico que sempre será lembrado.
João Marcelo Drumond
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| Audrey Hepburn interpreta a protagonista Holly Golightly. Foto: divulgação |
A
escrita de Truman Capote é muito interessante e sua forma de dialogar por meio
dos personagens é bem autêntica. Sempre gostei de ler seus ensaios, prosas e
suas conceituadas novelas contemporâneas. Foi ele que introduziu o conhecimento
literário no jornalismo. Uma obra bastante interessante do ponto de vista
didático é o “The Thanksgiving Visitor”.
Mas vamos ao livro e posteriormente ao filme, “Bonequinha de Luxo”, que, com
toda a certeza, ambos merecem ser adquiridos.
A obra é uma narrativa bem contextualizada da vida de Holly Golightly, que se tornou íntima do escritor
americano em sua passagem por Nova York. O que podemos dizer sobre a personagem
principal é que ela é frágil, sonhadora e confusa. Sempre muito elegante, Holly
busca estar nas festas mais sofisticadas da cidade e no meio dos ricos e
badalados. Só nas primeiras páginas, nós podemos observar algumas críticas
sociais vindas do Capote, como o autoritarismo burguês, autonomia da classe
mais rica e ostentação elitista. Se você for olhar, é um livro simples, mas com
questões muito amadurecidas para a época.
Como podemos perceber no título do livro, “Bonequinha
de Luxo” retrata a vida boêmia de uma prostituta de luxo. Na obra, o fato não
aparece totalmente explícito, mas, com o desenrolar da leitura, é inevitável
não perceber isso. O preço da vaidade é um assunto bem abordado tanto no livro
quanto no filme. É evidente também a crítica sobre o capitalismo consumista,
que nunca se cansa de adquirir riquezas sem se preocupar com juízos de valores.
O filme é interessante, tem uma produção eficiente e uma fotografia
considerável. A atuação da Audrey Hepburn foi excepcional, pois trouxe toda a
elegância que o papel exigiu. Teve uma combinação entre a sofisticação e
talento da Audrey e a experiência de George Peppard, resultando em um grande
envolvimento em cena. É obvio que a direção de Blake Edwards foi de uma competência extraordinária
e garantiu para o público risos e melancolias nessa grande obra.

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