quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Resenha Bonequinha de Luxo: Livro + Filme

Escrito por Truman Capote em 1958, Breakfast at Tiffany's (no Brasil adaptado para “Bonequinha de Luxo”) é um clássico que sempre será lembrado.


João Marcelo Drumond

Audrey Hepburn interpreta a protagonista Holly Golightly. Foto: divulgação 

A escrita de Truman Capote é muito interessante e sua forma de dialogar por meio dos personagens é bem autêntica. Sempre gostei de ler seus ensaios, prosas e suas conceituadas novelas contemporâneas. Foi ele que introduziu o conhecimento literário no jornalismo. Uma obra bastante interessante do ponto de vista didático é o “The Thanksgiving Visitor”. Mas vamos ao livro e posteriormente ao filme, “Bonequinha de Luxo”, que, com toda a certeza, ambos merecem ser adquiridos.

A obra é uma narrativa bem contextualizada da vida de Holly Golightly, que se tornou íntima do escritor americano em sua passagem por Nova York. O que podemos dizer sobre a personagem principal é que ela é frágil, sonhadora e confusa. Sempre muito elegante, Holly busca estar nas festas mais sofisticadas da cidade e no meio dos ricos e badalados. Só nas primeiras páginas, nós podemos observar algumas críticas sociais vindas do Capote, como o autoritarismo burguês, autonomia da classe mais rica e ostentação elitista. Se você for olhar, é um livro simples, mas com questões muito amadurecidas para a época.

Como podemos perceber no título do livro, “Bonequinha de Luxo” retrata a vida boêmia de uma prostituta de luxo. Na obra, o fato não aparece totalmente explícito, mas, com o desenrolar da leitura, é inevitável não perceber isso. O preço da vaidade é um assunto bem abordado tanto no livro quanto no filme. É evidente também a crítica sobre o capitalismo consumista, que nunca se cansa de adquirir riquezas sem se preocupar com juízos de valores.

O filme é interessante, tem uma produção eficiente e uma fotografia considerável. A atuação da Audrey Hepburn foi excepcional, pois trouxe toda a elegância que o papel exigiu. Teve uma combinação entre a sofisticação e talento da Audrey e a experiência de George Peppard, resultando em um grande envolvimento em cena. É obvio que a direção de Blake Edwards foi de uma competência extraordinária e garantiu para o público risos e melancolias nessa grande obra.




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