quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Resenha "Bruxos e Bruxas"


Raquel Durães

Divulgação
No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque o Único que é o Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós”.

Confesso que esse foi um livro que eu tinha grande expectativa em ler, mas que deixou a desejar. Vou começando com os pontos positivos. O bacana é que, ao longo do livro, as narrativas intercalam os pontos de vista dos irmãos Allgood e os capítulos são bem curtinhos; divididos em "Whist" ou "Whit". E, devo dizer que as analogias que o autor faz com outras obras (como Harry Podre e a Ordem dos Idiotas, ou Percival Johnson e o Ladrão de Trovões) também foram muito curiosas. A escrita de James Patterson é simples e de fácil entendimento.  

Por outro lado, achei que o autor pecou justamente por esse excesso de simplicidade no texto. A história ficou vaga, apressada, e muitas coisas acontecem do nada, sem nenhuma explicação plausível ou contextualização de tempo ou cenário. 

Outro ponto a ser questionado é o fato de Whit, o bruxo, e Whist, a bruxa, nunca terem percebido algo de especial em si mesmos. O que ficou claro na história é que o poder de ambos são movidos pelas emoções, em especial, sentimentos mais fortes.  A própria Whist é descrita como 'esquentada', do tipo de garota com a personalidade forte e que não leva desaforos para a casa. Em seus momentos de raiva ela, literalmente, pega fogo. Mas, se ela sempre fora tão explosiva assim, como esses poderes nunca deram sinais de vida antes? 

Devo reconhecer que em algumas partes da narração, como no final do livro, por exemplo, em que houve momentos de entusiasmo e emoção nas aventuras dos Allgooods (mesmo que sejam poucas). Falando nisso, o desfecho da história pode ter ficado confuso para muitas pessoas. O autor dá um gancho para o próximo volume com uma mensagem de mudança e uma grande batalha contra a tirania da Nova Ordem, que poderia ter ficado muito melhor, mas, como no restante, faltou uma boa sequência de cenas e aquele "tchã final". 

Bom, de um modo geral, a história é interessante, mas foi tratada com extrema superficialidade. O segundo livro da série, intitulado "O Dom", já está à venda e, talvez, tenha as respostas que buscamos ou, no mínimo, as explicações básicas que faltaram no primeiro. 

Divulgação Editora Novo Conceito



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