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Divulgação
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Não
sou um dos maiores admiradores das obras de Dan Brown, mas sei reconhecer que
ele agrada e que tem um público específico. A primeira vez que peguei um livro
dele para ler foi no ensino médio, quando o “Código da Vinci” estourou e todo
mundo dizia que aquele livro era perfeito. Quando eu li, minha decepção foi
maior que o sucesso do livro no mundo inteiro. Nada contra a escrita do autor,
o problema é que a narrativa dele é muito cansativa, por isso não gostei do resultado
final dessa obra. Passou alguns anos e fiquei sabendo desse livro novo que faz
referência ao “Inferno de Dante”.
Fiquei
muito animado com o início do livro, um enredo simples, com um clímax interessante,
com uma boa composição de personagens, fiquei até esperançoso. A obra começa
com o Professor Robert Longdon em um Hospital, vítima de um ferimento na
cabeça. Ele é informado pelos clínicos Marconi e Sienna Brooks de todo o
ocorrido. A partir desse momento, a primeira “cena” de ação acontece e o
desenrolar das situações vão se condensando e orientando o leitor.
O
médico Marconi é ferido por Vayentha,
uma assassina profissional que já havia perseguido Robert em algumas situações
anteriormente. Ao desenrolar da história, observamos como sempre alguma
simbologia por meio das descobertas feitas pelos dois protagonistas, Robert e
Sienna. A própria obra “Inferno de Dante” serve como fonte de pesquisa. Como
sempre, tudo é enigmático no enredo de Dan Brown.
Quando a leitura entra no desenvolvimento você
começa a perceber que o seu modo de envolver o leitor não muda, é uma fórmula
pronta. Assim como no Código da Vinci, a escrita do Dan Brown é interessante e
facilita o leitor a entender aquilo que está sendo escrito. Ele usa algumas
expressões específicas do conhecimento científico, mas explica de forma
conceituada e simples.
Além
da linguagem, os assuntos abordados nas entre linhas são bem condensados e tem
uma linha informativa bem precisa. A composição dos personagens não muda muito,
o romantismo de influência vitoriana é explícito na história. Os diálogos são
simples, porém, poderiam ter sido mais criativos. Em sua forma geral, o gênero
do livro está preso dentro de um formato único, mas que não deixa de ser bom.
Não é um livro ruim, mas não foge daquilo que está proposto. Faltou inovação,
mas não se tornou alvo da mediocridade.
Nota:
3,6